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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dívidas, pode ser uma boa opção.

Falamos sobre como colocar seu bolso no azul, livrar-se de dívidas ruins e após esse período começar a poupar e planejar sua vida de forma mais organizada rumo à estabilidade financeira e bem estar. Porem durante nossa vida passamos por inúmeras oportunidades de negócio e investimentos que podem facilitar ainda mais o nosso caminho rumo à independência financeira, para isso devemos aproveita-las na maioria das vezes.

Agora o que fazer quando não temos o capital necessário ou pelo menos parte dele para o investimento?

Imagine no caso das empresas, muitas vezes para poder crescer no mercado estas buscam novas fontes de renda para ampliar a sua capacidade de produção. Pois bem, da mesma forma como as empresas captam recursos para seu crescimento, você como pessoa física também pode fazê-lo através dos financiamentos.

Agora como saber se este financiamento está sendo bom para você? Vale lembrar que uma dívida boa só pode ocorrer se você estiver investindo em um ativo e não em um passivo. Uma dívida somente será boa se o ativo adquirido for capaz de pagar as parcelas devidas por si mesmo e ainda gerar retorno financeiro, ou seja, um fluxo de caixa positivo.


Ex: Digamos que você tenha visto um ótimo imóvel por um preço que você considera abaixo do mercado, lembre-se o lucro se faz no momento da compra e não na venda. Porem você não tem todo o capital necessário para comprar este bem, então suas únicas opções são não comprar o imóvel e perder a oportunidade ou fazer um financiamento, mas antes de iniciar qualquer compra é necessário fazer algumas continhas.
Imagine que você pretende comprar um imóvel de R$200.000,00 e só possui R$120.000,00 para investir. Ao fazer uma analise inicial deste bem você percebe que não serão necessárias reformas e seu aluguel ficará em torno de R$1000,00 mensais (aproximadamente entre 0,4% á 0,5% do valor do imóvel). Após deduzir o imposto de renda que será pago no fim do ano (aproximadamente 15%) sobre o total do aluguel lhe restará R$850,00 por mês. Nesse caso se fizesse um financiamento* de 420 meses a juros de 8,29% ao ano, este lhe daria uma parcela de aproximadamente R$785,89 com prestações decrescentes.


Isso significa que seu imóvel irá se pagar ao longo do tempo além de gerar lucros, já que as parcelas assim como o aluguel serão reajustados anualmente através de índices financeiros. Quanto mais tempo passar menor será a parcela e maior o seu lucro. Após quitar a dívida você terá ficado com o imóvel, o lucro no período e o lucro futuro que será ainda maior, já que não existe mais dívida a ser paga. Além disso caso queira, ainda poderá adiantar o pagamento de parcelas com o valor que recebe dessa transação, acelerando ainda mais o pagamento da dívida.

Este conceito pode ser utilizado para qualquer ativo, seja um imóvel, veículo, equipamento, negócio, etc. Vale lembrar que vários outros fatores como taxas de transferência, impostos, imposto de renda sobre o aluguel, tempos de vacância devem ser considerados além do risco existente do investimento. O exemplo mostrado tem como objetivo apenas explicar a técnica, e este método deve se usado apenas em alguns casos, já que a compra a vista sempre será a melhor opção.


Este é um exemplo clássico de que nem toda dívida é prejudicial. Recomendo que analise com muita cautela antes de executar alguma operação como esta, pois os grandes perigos estão nos pequenos detalhes e estes devem ser incluídos nos riscos do negócio.

* Fonte: Simulação de financiamento realizada com os dados obtidos do site caixa.gov.br, os valores podem ser alterados a todo o momento.


  

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Colocando as contas em dia




No post anterior falamos sobre "sair do vermelho" ou seja, gastar menos do que ganhamos, porem antes de começar a investir no seu futuro e de sua família devemos nos livrar das dívidas que possuímos.
Antes de pensar em como nos livrar de dívidas devemos entender o que é uma dívida ruim e uma dívida boa. Vale lembrar que assumir dívidas nunca é a melhor que pagar a vista ou juntar o suficiente para comprar aquele bem mesmo que seja necessário esperar um pouco, pois em uma dívida "os juros estão contra você", fazendo com que gaste mais dinheiro.

Uma dívida boa é aquela que mesmo pagando juros lhe trará retorno, seja aumentando seu patrimônio, fazendo com que o mesmo investimento lhe traga um retorno maior que o pagamento dos juros. Dívidas boas serão tratadas no próximo post, hoje nosso objetivo é saber como se livrar das dívidas ruins que já possuímos e a partir dai começar a tomar o rumo de nossa vida financeira.



Conforme falei no post anterior, o primeiro passo para eliminar as dívidas é fazer com que nosso orçamento mensal fique no azul, ou seja, gastar menos do que ganha. Ao final do mês guarde o dinheiro que sobrou, pois este será usado para quitar mais parcelas e antecipar o termino de suas dívidas.

Procure eliminar os gastos desnecessários, dar uma pausa aos cartões de crédito, cheque especial e principalmente não contrair novas dívidas, isso lhe ajudará a conquistar seu objetivo. Já com as dívidas existentes, procure acelerar o pagamento das parcelas, sempre negocie algum desconto pelo adiantamento da mesma. Aproveite para buscar taxas de juros menores, fique atento à taxa de administração cobrada pelas financeiras ou bancos, negocie, negocie e negocie, este é o segredo para o sucesso.



Busque novas opções no mercado, pois o que conseguir reduzir em termos percentuais de juros fará uma enorme diferença no seu bolso.



Exemplo1: Caso você tenha uma dívida de cartão de crédito cujo juros são altíssimos, procure trocar por uma instituição financeira que possua taxas de juros bem menores. Uma dívida de R$1000,00 no cartão com pagamento em vinte quatro meses, com taxas de juros de aproximadamente 18% ao mês, isso dará uma parcela de aproximadamente R$221,67. Agora se você fizer o mesmo parcelamento em alguma financeira ou banco pelo mesmo período porem com taxa de juros de aproximadamente 2% ao mês resultará em parcelas de R$61,66 ou seja, uma economia de R$3840,00. Vale lembrar que a melhor forma de pagamento é a vista, mas caso não seja possível esta é uma boa opção de economia.



Exemplo 2: No caso de financiamentos de maior prazo como casa própria, automóveis, etc, qualquer diferença de meio ponto percentual poderá lhe proporcionar uma economia maior devido ao longo prazo do financiamento. Portanto busque ouros bancos, negocie taxas menores, observe os pacotes oferecidos, pergunte, questione, reflita, não seja tímido, este é o momento de negociar, é seu dinheiro que está em jogo!



Evite adiantar parcelas individuais, procure juntar dinheiro durante o ano para no final negociar descontos maiores para um número maior de parcelas que serão adiantadas. Assim seu poder de negociação será maior e o desconto também.

Por tanto aproveite o início do ano para planejar suas finanças e ficar livre das dívidas.